sexta-feira, 11 de maio de 2012
PALAVRÃO
O palavrão é uma palavra chula, de baixo calão, obscena, que não deve ser dita em qualquer lugar. Mas dificilmente você dará uma topada ou baterá o martelo no dedo sem que diga um belo e sonoro palavrão. O mais interessante é que tais palavras sempre estão associadas a excrementos, genitais e ao ato sexual. Se você fizer uma lista dos que você conhece, vai confirmar muito bem isso. A coprolalia é o temo que se dá para a tendência involuntária de proferir palavras obscenas, é bastante presente na Síndrome de Tourette, cujos tiques nervosos são sempre acompanhados de palavrões. Nesse caso a pessoa acometida por tal síndrome não tem nenhum controle nem dos tiques e nem das obscenidades que diz. Observe, que nós geralmente falamos um palavrão dentro de um contexto ou então ele vem como uma válvula de escape para amenizar a dor advinda de um evento inesperado, já que ao falá-lo, aceleramos os batimentos cardíacos para o estado de luta ou fuga. Portadores de um pobre vocabulário, também encontram no palavrão uma forma de expressão. Pessoas que não se deixam aprisionar pelas regras ditadas pela igreja, escola e demais instituições reguladoras da moral, têm no palavrão uma forma libertadora de transgredir às ditas regulações. Já as mais contidas, facilmente se moldam e se adequam, enquanto que as que primam pela liberdade arrumam um jeito de extravasar, chutando o pau da barraca e colocando a boca no trombone. É f***, meu!
quinta-feira, 10 de maio de 2012
EPIDEMIAS
Segundo Sue Carter, psiquiatra americana, a cada 20 anos surge nos EUA uma nova epidemia de transtornos. Houve a da bipolaridade, seguida por TDAH (transtorno de déficit de atenção com hiperatividade) e, a mais recente é a de Autismo. Coincidentemente os grandes laboratórios já têm disponíveis para a venda todos os medicamentos específicos para cada caso.
O mais curioso, é que dependendo da clínica onde você vá fazer a avaliação da inadaptabilidade social de seu filho, você terá um diagnóstico diferente, ou seja, se você for numa clínica de avaliação de TDAH, grandes chances de se sair de lá com um diagnóstico de TDAH, se for para uma clínica de autismo, é quase certeza de que a mesma criança sairá com um diagnóstico de autismo.
BOTOX
É muito comum às pessoas que aplicaram botox na parte superior da face, mas precisamente na região dos olhos e da testa, se ressentirem do distanciamento dos parentes e amigos. Na realidade o que ocorre é que há uma redução considerável da expressão das emoções na face, o que impede ao outro identificar a reciprocidade na interação social e acaba de uma certa forma se afastando. Esse mesmo fenômeno ocorre em relacão aos autistas e pacientes portadores de HIV, que no estado mais avançado da doença perdem a mobilidade facial superior.
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