quinta-feira, 27 de outubro de 2011

VINHOS E AROMAS


Outro dia vi num programa da SKY uma alcoólatra cheirando vinho. Sem dúvida alguma confesso que aquilo me causou certa estranheza, pois como ela não podia mais beber, contentava-se apenas em curtir o perfume dos vinhos. Eu sempre achei que essa história de buquê de vinho fosse frescura, mas depois daquela reportagem, comecei a prestar mais atenção e me surpreendi com os diversos aromas emanados do vinho. Cheguei inclusive a comprar uma taça especial para tais experiências. Segundo, os experts, após colocar 1/3 de vinho na taça, colocamos o nariz próximo à borda e aspiramos suavemente. Em seguida, fazemos movimentos, possibilitando o vinho girar na taça e soltar seu aroma, que suavemente aspiramos novamente. Caso você aspire intensamente, sentirá apenas o cheiro de álcool, portanto, lembre-se das seguintes palavras: “aspirar suavemente”, eis o segredo! Deixe, então, sua memória olfativa lhe levar para os mais diversos aromas já sentidos. Trata-se de uma experiência muito gratificante. E o mais interessante é que você ainda nem colocou o vinho na boca. Então, na hora de beber, dê um grande gole e faça o vinho passar por todos os cantos da boca, se é que boca tem canto. Em seguida engula e observe onde mais sensibilizou: se for na ponta da língua, trata-se de um vinho doce, suave; nos lados, ácido; no fundo, amargo; e na parte interna das bochechas, grande quantidade de tanino.
Os aromas podem ser próprios da variedade de uva e estão concentrados, sobretudo, na pele e na polpa da fruta, sofrendo influências da composição de minérios do solo, das chuvas, dos ventos e das plantaçoes próximas, podendo ainda surgir durante o processo de fermentação, assim como da madeira dos barris no processo de envelhecimento do vinho. Uma coisa, no entanto, precisa ficar bem esclarecida: ninguém mistura ervas e nem frutas na composição dos vinhos. Os aromas simplesmente surgem, conforme podemos observar a seguir:
Cabernet Sauvignon = jabuticaba e pimenta negra
Malbec = ameixa preta;
Pinot Noir = cereja
Chardonnay = abacaxi
Merlot = ervas e framboesa
Sauvignon Blanc = maracujá
Mas se ao provar um vinho você não sentiu nenhum dos aromas acima, não se preocupe. Você poderá identificar uma infinidade de outros aromas, portanto descubra-os e curta a experiência!!!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

O PODER DO MARKETING NAS NOVELAS


Há muito tempo as novelas do horário nobre da Globo vêm ditando a moda e os costumes para os telespectadores de norte a sul do país. Pode ter certeza de que nos próximos seis meses o que você vir por aí de cortes de cabelo, cores de esmalte, maquiagem, móveis, carros, roupas e acessórios estarão de alguma forma relacionados àqueles vistos na novela Fina Estampa. Ao assistirmos a trama que cerca a vida dos personagens somos bombardeados por tantas ações de merchandising, que nem nos damos conta de que estamos sendo sutil ou escancaradamente manipulados por tamanha exposição de produtos. Nos últimos capítulos da novela Insensato Coração, raramente havia uma cena em que um dos atores não estivesse usando uma peça de roupa na cor violeta. Violeta e seus vários tons também estão presentes em quase todas as vitrines das lojas de confecções. Por isso, não é de estranhar que você já não tenha em seu armário uma peça de roupa ou um acessório nessa cor. Os atores das novelas passam a ser nossas referências, nossas fontes de desejo, e neles nos espelhamos. Lindos atores e atrizes bebendo vinho em quase todos os capítulos faz despertar em nós uma vontade de tomar essa bebida. Portanto, não estranhe, que em sua próxima ida ao supermercado você colocar uma garrafa de um bom chileno em seu carrinho de compras. Você pode até não ser um René Velmont e nem uma Tereza Cristina, mas se usar uma camisa igual à dele ou fizer um corte de cabelo como o dela, ficará com uma gostosa sensação de que de alguma forma incorporou um pouquinho da beleza deles. Um fato interessante é que há quatro anos atrás a indústria têxtil estabeleceu que os homens usariam calças e bermudas com padrões de xadrez. No Brasil, as bermudas venderam como água, mas as calças por algum motivo encalharam nas prateleiras. O motivo era que calça xadrez estava associada ao personagem Agostinho Carrara, pilantra declarado do seriado A Grande Família, um verdadeiro anti-modelo, a quem nenhum homem gostaria de ser comparado. Na realidade, o Marketing faz uso de suas ferramentas para provocar em nós um certo desconforto, muitas vezes, causado por um sentimento de incompletude, que só passa quando adquirimos um determinado produto anunciado ou exibido na tela de nossa TV. Comprar um produto que está na moda poderá nos dar uma falsa sensação de bem estar, que logo passará, visto que a moda é efêmera. Vivemos no império do efêmero, onde a cada momento novos produtos são lançados, retroalimentando assim continuamente o nosso desejo de compra.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

EQUILÍBRIO


Ser consciente do que se quer, do que se pensa e sente tem uma ação positiva sobre a ação cerebral. Dessa forma, o autoconhecimento pode ser considerado uma excelente ferramenta na formação de novos caminhos neuronais. O fato é que, à medida que compreendemos mais sobre nós mesmos, mais desequilíbrios físicos, mentais e emocionais poderemos evitar. Mas, na maioria das vezes, só buscamos saber a respeito de algo quando estamos sofrendo as conseqüências de nosso desconhecimento sobre aquilo.
Portanto, não é suficiente equilibrar apenas nossa química para cuidar da mente. É preciso também cuidar da mente para que a química do corpo encontre o seu equilíbrio.

sábado, 15 de outubro de 2011

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

SELEÇÃO


Ser avaliado, passar pelo crivo do outro, certamente não é uma tarefa das mais confortáveis. Nem todo mundo gosta de se expor. Principalmente, quando se trata de processos seletivos. Fica-se o tempo todo tentando saber o que deve ser dito e como. Na realidade, não tem muito mistério em participar de uma entrevista de seleção. Basta se preparar previamente. Procure saber as atribuições do cargo e se elas coincidem com as suas competências. Lembrando que competências são formadas pelo conjunto de conhecimentos, habilidades, atitudes e comportamentos de entrega. Pesquise na internet e entre em contato com pessoas que conhecem a empresa detentora do cargo pleiteado. Vá para a entrevista, conhecendo a missão, a cultura organizacional e, sobretudo, com um repertório de soluções para os gargalos pesquisados. Isso geralmente faz uma grande diferença, pois passa a idéia de você ser uma pessoa proativa e proatividade é a palavra da moda nas corporações. Não esqueça de dar um trato no visual, ou seja, sobriedade acima de tudo. Deixe aquela roupa super-transada para ir para a balada. O mundo empresarial exige discrição, discrição em tudo: na roupa, nos acessórios, no penteado e nos comportamentos. Nada de quebrar a mão do entrevistador ao cumprimentá-lo e muito menos fazer o cumprimento de “mão de alma”, que é aquele no qual mal se toca a mão do interlocutor. Não convém queimar o filme já no início e muito mesmo no decorrer do processo. Busque impressionar a banca entrevistadora a cada oportunidade que tiver, afinal de contas o momento de causar uma boa impressão é aquele. Olhe sempre nos olhos das pessoas ao responder às perguntas e não se sinta diminuído quando não souber de uma resposta. Apenas diga que não sabe e pronto. Caso haja dinâmicas de grupo, participe e seja você mesmo. Evite interpretar um personagem, pois as máscaras não se sustentam por muito tempo e quem está lhe avaliando observa isso claramente. É importante ter em mente, que o fato de você não ser selecionado não significa que você seja inferior aos demais, mas, que apenas não apresenta o perfil que a empresa deseja. Não desista. Continue participando e aprendendo com os acertos e, principalmente, com os erros. Boa sorte!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

À VENDA NO SUPERMERCADO


Ao se fazer uma analogia de você como sendo um produto e o mercado de trabalho um supermercado, onde você acha que estaria neste exato momento? Numa prateleira à altura dos olhos, ou num ponto abaixo ou bem acima do campo de visão do comprador? Estaria na seção de gêneros de primeira necessidade, cujos produtos são comprados com certa freqüência ou estaria na seção de produtos supérfluos, aqueles que apenas são comprados quando sobra um pouquinho de grana?
É sabido que no supermercado existem várias seções, onde estão expostos milhares de produtos. Alguns pontos são extremamente atraentes, como as pontas de gôndolas, que são bem iluminadas e com excelente visibilidade. Nesses pontos, qualquer produto é facilmente encontrado. Outros locais menos privilegiados são mais escondidos. Para alguém encontrar algum produto por lá vai gastar muito tempo e esforço.
E com relação ao prazo de validade? Será que ainda vai demorar muito para vencer, está vencendo ou já venceu?
Diariamente, compradores em potencial entram nesse supermercado e analisam o que deve ser comprado. As melhores marcas são facilmente conhecidas porque são repassadas no boca a boca dos próprios consumidores. Por outro lado, as marcas que não se ajustaram, que vieram com produtos defeituosos, estragados, vencidos, azedos, serão também amplamente divulgadas negativamente e estarão com a imagem e reputação arranhadas para sempre.
Você está sendo analisado constantemente pelo mercado potencial, que é formado pelos amigos, colegas, parentes, funcionários e chefes. Eles lhe observam o tempo inteiro e ficam só captando os sinais de sua marca. Se você estiver no lugar certo, com a embalagem correta e atraente, na seção certa, mais cedo ou mais tarde alguém lhe comprará.
No entanto, não basta apenas estar na seção certa, é preciso que você tenha visibilidade para a sua marca. É preciso ter destaque em sua prateleira. Existe alguém fazendo o seu merchadising? Lembra do boca a boca que foi falado anteriormente? Amigos e chefes desempenham essa função como ninguém. É como se eles trabalhassem a sua exposição , cuidando para que você ficasse mais atraente aos olhos do consumidor.
É bem verdade que existem excelentes produtos, mas em locais errados. Alguns serão encontrados ao acaso e podem até ser comprados, outros estão sendo recolhidos pois já estão vencidos e estão sendo substituídos por outros mais novos e, por fim, há aqueles que se encontram na seção de ofertas, na promoção do tipo: “leve 3 e pague 2”. Neste caso, o consumidor está muito mais interessado no preço do que na qualidade do produto. Assim não ligará muito se o produto não prestar, já que foi comprado num "queima".
A utilização desta analogia foi apenas para salientar que existem no mercado de trabalho milhares de administradores, médicos, advogados, engenheiros, disputando um lugar ao sol. As pessoas estão se qualificando e cuidando da imagem em busca de um espaço neste concorrido mercado de trabalho. E você? O que está esperando para começar a fazer o seu marketing pessoal?

domingo, 2 de outubro de 2011

A ARTE DE OUVIR


O ato de ouvir é um dos mais simples e curativos atos humanos. Quantas vezes já não saímos com um amigo que passou o tempo todo nos relatando um problema e, nós nem sequer chegamos a emitir uma opinião, mas mesmo assim ao final do encontro o amigo nos agradeceu pela conversa? Na maioria das vezes precisamos apenas de alguém que nos ouça. Simplesmente ouvir. Não aconselhar nem orientar, mas ouvir silenciosamente, totalmente.
Por que será que ser ouvido tem tanto poder de cura? Não sabemos qual é a resposta completa a essa pergunta, porém sabemos que tem algo a ver com o fato de que ouvir cria uma relação.
E a relação é a tendência natural da vida. Estamos nesse mundo interconectados com o Universo. Os vínculos se estabelecem a partir do processo de comunicação. Por esse motivo, todos nós temos histórias a contar, mas se ninguém nos ouve, contamos a nós mesmos, e então começamos a nos isolar e a solidão poderá até se transformar em loucura.
Baseado no livro O Segredo Judaico de Resolução de Problemas, é possível identificar três dimensões no processo da escuta ativa: o aparente do aparente, o oculto do aparente e o aparente do oculto.
O aparente do aparente diz respeito à dimensão do óbvio e do concreto. É o que é facilmente ouvido, percebido, entendido, mensurado e quantificado. No entanto, um perigo constante ronda a dimensão do óbvio e do concreto. Trata-se da possibilidade de se perder a compreensão de que o aparente do aparente seja sempre a representação de uma redução quando percebido através da perspectiva da existência. Reside aí o embrião da confusão e da expectativa de que tudo possa ser reduzido a esta estrutura tão confortavelmente perceptível pela mente humana. Fazendo uma associação com um iceberg, o aparente do aparente é a parte que está visível.
A dimensão oculto do aparente reflete o que está por trás do aparente e que pode ser percebido desde que seja buscado. Convém ressaltar que em momento algum esta dimensão propõe algo que não possa ser categorizado como óbvio, mas sim, que este óbvio encontra-se numa condição de oculto.
A terceira dimensão é conhecida como aparente do oculto e corresponde àquilo que é percebido, mas não se sabe como explicar. Estamos no campo da intuição e pode ser exemplificada quando, mesmo faltando dados concretos, desconfiamos que uma pessoa possa não estar falando a verdade. O aparente do oculto é um mergulho na subjetividade e pode se manifestar pelo olhar, pelo gesto, por uma expressão, entre outras formas. Retornando à metáfora do iceberg, pode ser feita uma analogia com a parte que está submersa; não está aparente e não percebemos a sua profundidade, mas sabemos que ela está lá.
A identificação e compreensão dessas dimensões ampliam a nossa capacidade de escuta ativa, porém, somente se efetiva com a existência do vínculo com o outro.
Ao praticar uma escuta ativa, portanto, aumentaremos as probabilidades de compreender o interlocutor e, a partir desse entendimento, poderemos atender às suas necessidades, estabelecendo com ele um vínculo sustentável para o fortalecimento da relação.


Baseado no texto: A Arte de Saber Ouvir - As Dimensões da Escuta Ativa, de Rossini de Azevedo Medeiros.

sábado, 1 de outubro de 2011

EM BUSCA DE SENTIDO


Querendo ou não, ainda vivemos sob a égide do paradigma cartesiano, no qual as relações de causa e efeito nos fornecem as explicações necessárias à compreensão da realidade. Quando os significados repassados socialmente passam a fazer sentido para nós, conseguimos internalizar melhor os fatos. Ao nos depararmos com situações inusitadas imediatamente o nosso cérebro é ativado, fazendo conexões à procura de preencher as lacunas deixadas pela falta de informações. Na qualidade de seres humanos, carecemos de uma certa logicidade para explicação dos acontecimentos. Por quê? Para quê? Como aconteceu? São perguntas que precisam ser respondidas. Não compreender os contextos nos provoca um grande desconforto. É por isso que sofremos tanto quando terminamos um relacionamento, perdemos alguém ou presenciamos uma tragédia. Buscamos entender o que causou tal fato. Enquanto a resposta não vem, continuamos sofrendo em busca de um entendimento sobre o que aconteceu.

domingo, 25 de setembro de 2011

ABRAÇO

"O abraço é bom por causa do coração...Quando você abraça alguém, faz massagem no coração!E o coração do outro é massageado também!Mas, não é só isso, não...O maior segredo é que quando abraçamos alguém, ficamos todos com dois corações no peito."


Autor desconhecido.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

CONTEMPORANEIDADE

“E o futuro não é mais como era antigamente”, já dizia Renato Russo. Mas o que mudou afinal no nosso tempo? Muita coisa. Nossa relação com os valores, as referências e as práticas são outras. Agora, as marcas é que nos dão identidade. Somos reconhecidos não mais por quem realmente somos, mas pelo que possuímos. Um carro possante ou uma roupa de grife falam muito mais alto do que um discurso inteligente. É uma pena, mas o mundo está assim. Encontrar culpados talvez não seja a alternativa mais acertada, entender o contexto, sim. Nosso tempo é muito diferente de tempos anteriores, mesmo os mais recentes. Desde a da bomba de Hiroshima, o futuro se tornou mais angustiante. A contracultura dos anos 60 encontrou seus limites. O sonho acabou. Acabaram também as grandes ideologias. Os pilares da sociedade estão sendo constantemente questionados e desacreditados. Estamos perdendo a fé nos políticos, na religião, nas empresas, no casamento e até na própria família. Uma sensação de abandono, uma espécie de orfandade, tem permeado nossas vidas. Em nome da segurança, procuramos proteção da violência urbana no “encasulamento”. Passamos a morar em apartamentos e em condomínios horizontais protegidos por cercas elétricas, câmeras e vigilância privada. Pensamos duas vezes antes de sair, temendo assaltos, seqüestros-relâmpagos ou arrastões em restaurantes. Demandamos mais e mais serviços de entrega em domicílio, da pizza ao sushi, passando de remédios a produtos de sex-shop. Assim, preferimos ficar em casa assistindo a um filme no home-theater ou, então, teclando com amigos nas redes sociais. Nossas relações, assim como nossas compras, estão cada vez mais virtuais. Buscamos a comodidade e proteção de nossos casulos. Não raro na WEB nos escondemos em codinomes e avatares utilizados como escudos para falar, pensar e sentir despudoradamente. Na efemeridade das coisas nasce o Twitter, onde dizemos o que queremos sem saber para quem. Essa ferramenta de comunicação está se propagando da mesma forma que ocorreu com o ORKUT, no qual o simples fato de alguém mudar o status no perfil de “namorando” para “solteiro”, tem o mesmo peso simbólico de uma pessoa casada tirar a aliança. A reação dos internautas é imediata. O luto e as vinculações afetivas estão mais velozes porque os ritmos e as coisas estão mais velozes também. Fortes emoções marcam a intensidade dos relacionamentos, do mesmo modo que a intermitência dos sentimentos. De repente ficamos perdidamente apaixonados e por pouca coisa desinvestimos rapidamente de nossos amores. A fila precisa andar. Não temos tempo a perder. O sentimento de urgência nos angustia. O estresse é uma constante. Estamos correndo o tempo todo. Só que não sabemos para onde. Antigamente tínhamos muitos objetivos e poucos recursos para alcançá-los. Hoje, temos uma diversidade de recursos à nossa disposição, mas não temos bem definidos nossos reais objetivos. Tal situação só faz aumentar o nosso desconforto diante da vida. Para aplacar esse mal-estar começamos a buscar uma ancoragem no passado, valorizando a simplicidade das coisas e os relacionamentos mais verdadeiros. Chega de fugacidade. Queremos mais fixidez, nem que seja com uma simples tatuagem feita no próprio corpo.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

RELACIONAMENTO

No começo era tudo lindo e maravilhoso, mas com o passar do tempo a relação a dois, de quente, foi amornando, está esfriando e a tendência é ficar insuportável. Onde antes existia amor, hoje existe mágoa. O que fazer se a cada dia que passa aumenta mais a distância entre os dois? Será que ainda dá para resgatar os momentos prazerosos tão presentes no início do relacionamento? Cada caso é um caso, mas é sempre bom ter em mente que a nossa ação influi diretamente na emoção e no pensamento, ou seja, aquilo que fazemos gera sensações e emoções no outro e ao mudar nossas atitudes e comportamentos, podemos mudar a imagem que o outro tem de nós e os sentimentos para conosco. As pessoas precisam aprender a elogiar e reforçar os comportamentos de seus parceiros, assim como também precisam aprender a aceitar o elogio e o reforço vindo desses parceiros. O curioso é que algumas pessoas parecem ter dificuldade em receber um elogio. Seria mais ou menos como se elas não fossem dignas e merecedoras de tais atos. Já outras simplesmente têm dificuldade em fazer elogios. Uma boa dica para dar um “up” no relacionamento é surpreender o seu amor, fazendo pequenas coisas que você sabe que irão agradá-lo: um simples gesto de carinho feito em um momento inesperado, usar uma peça de roupa que ele goste, trazer-lhe um copo d’água sem que ele lhe peça, comprar-lhe uma revista, uma fruta, um bom-bom, enfim, surpreenda-o com pequenos agrados, pequenas gentilezas... Tais cordialidades passam a idéia de que você ainda se importa com o bem estar do outro, por isso é que são tão significativas. Escolha um dia da semana para dedicar especial atenção e afeto ao outro. É o “dia do mimo”. Você certamente não mencionará que aquele é o “dia do mimo”, mas seus atos certamente lhe trarão bons resultados e mesmo que não seja na mesma proporção não se frustre, o importante é você curtir a experiência de fazer o bem, já que isso por si só já é por demais gratificante. Ao alterarmos o contexto no qual os parceiros analisam os problemas da relação, certamente, teremos um desencadeador de mudança. O que vemos na realidade é que os cônjuges se vêem como as vítimas passivas do comportamento indesejável do outro, subestimando seu próprio poder ou controle sobre o comportamento do cônjuge. Assim, ao invés de esperar que o outro faça, adiante-se e aja, dando o que você gostaria de receber. Experimente e veja como a reação positiva é imediata.

ELEGÂNCIA

Anúncio da Revista GQ: "Elegância não é apenas como o homem se mostra ao mundo. É o que ele faz no mundo, pelo mundo, com o mundo. Elegância é a gentileza, o silêncio, um olhar. Elegância não está aqui ou lá. É o que acontece no caminho. Você sabe."

terça-feira, 16 de agosto de 2011

RELATOS


Ao ler o livro Autobiografia de um Espantalho, do neuropsiquiatra francês Boris Cyralnik, chamou-me a atenção o poder que o relato tem na resiliência de pessoas traumatizadas.
É possível modificar os sentimentos íntimos de uma pessoa agindo sobre os relatos que a cercam, tanto sobre o que é dito como sobre o modo de dizê-lo. A retórica, ao dar uma forma verbal e gestual aos acontecimentos que ela conta, estrutura a intimidade dos indivíduos. Assim, ao invés de pedir para uma pessoa esquecer um determinado assunto, que provoque sofrimento, devemos incentivá-la a falar, pois a cada vez que ela reconta a história, ela resignificará o fato ocorrido, aliviando assim a sua dor.
Vendo por esse viés, entendemos que todo relato é uma defesa, uma legítima defesa. Sempre que pensamos em nosso passado, procuramos redefini-lo. Basta endereçar esse relato aos outros para modificarmos nossas relações, para deixamos de nos sentir como nos sentíamos antes.
As experiências que vivenciamos ao serem retratadas precisam estar situadas no tempo e no espaço. Temos a necessidade de entender o que aconteceu, como estamos e como vamos superar o fato vivenciado. Quando não conseguimos fazer tais conexões, sentimo-nos como que perdidos, afinal de contas é difícil estabelecer uma relação com nada.
Um relato não é uma volta ao passado, é uma reconciliação com a própria história. Ao contarmos algo, mostramos uma imagem, damos uma coerência aos acontecimentos, como se sarássemos uma injusta ferida. A fabricação de um relato em si preenche um vazio das origens que perturbava nossa identidade. Fragmentos de memória são resgatados e as representações sociais dão significado às lacunas de incompreensão.
É por isso que dizemos que todos os relatos são autênticos, assim como são verdadeiras as quimeras. Necessitamos fantasiar, de vez em quando, para podermos suportar a dor e seguir em frente. A quimera narrativa é dinâmica: triste ou alegre, e corre ao encontro dos outros para lhes contar a história. Mas a maneira como o interlocutor reage modifica, sobretudo, o estilo de nossa expressão, ou seja, sentimentos e significados terminam sendo retroalimentados, a partir dessa interação.
No caso de pessoas atormentadas por situações traumáticas, o meio mais eficaz de alcançar autonomia é falar sobre o ocorrido. Quanto mais se fala, mais se melhora.

sábado, 13 de agosto de 2011

TRANSTORNO DE PERSONALIDADE ANTISSOCIAL


As sucessivas armações que o vilão Léo vem fazendo, desde o início da novela Insensato Coração, refletem exatamente um quadro típico de Transtorno de Personalidade Antissocial. Trata-se de um comportamento delinqüencial, com início na infância e adolescência e que se caracteriza por um padrão repetitivo de conduta antissocial, agressiva e desafiadora, cujo sintoma mais marcante é uma forte inclinação ao delito.

A pessoa que apresenta este transtorno, ao fazer uma maldade, não consegue sentir culpa ou remorso. Não raro acusa os colegas e tenta culpar qualquer outra pessoa ou circunstância por suas eventuais más ações. A baixa tolerância a frustrações causa crises de irritabilidade, explosões temperamentais e agressividade exagerada. Outra característica no comportamento do portador de Transtorno de Personalidade Antissocial é a crueldade com outras pessoas e/ou com animais.

É válido salientar que o Transtorno de Conduta é um diagnóstico especialmente infantil ou da adolescência, pois, depois dos 18 anos, persistindo os sintomas básicos (contravenção), o diagnóstico deve ser alterado para Transtorno da Personalidade Antissocial.

Este padrão sociopático de comportamento costuma estar presente em todos os contextos sociais que o indivíduo freqüenta, quer seja na escola, no lar, ou na rua. Age com intencionalidade na busca de causar sérios danos ou destruição da propriedade alheia com incêndios, quebrando vidros de automóveis e praticando atos de vandalismo por onde anda.

Por serem indivíduos extremamente manipuladores, aprendem que a expressão de culpa pode reduzir ou evitar punições, assim, não titubeiam em demonstrar remorso sempre que isso resultar em benefício próprio.

Comportamentos menos severos (por ex., mentir, furtar em lojas, entrar em lutas corporais) tendem a emergir primeiro, enquanto outros (por ex., roubo, estupro...) tendem a se manifestar mais tarde.

Não está estabelecida ainda uma causa única para este tipo de transtorno, mas se acredita que seja em decorrência da integração entre características individuais e forças ambientais. Certamente devem influenciar as atitudes e comportamentos familiares, assim como a exclusão sócio-econômica, a má distribuição de renda, a inversão dos valores, a desestrutura familiar, dentre outros fatores.

Os tratamentos citados na literatura são bastante variados, incluindo intervenções junto à família e à escola (por exemplo, psicoterapia familiar e individual, orientação de pais, comunidades terapêuticas e treinamento de pais e professores em técnicas comportamentais).

EMBRIAGUEZ


"Às vezes também é preciso chegar até a embriaguez, não para que ela nos trague, mas para que nos acalme: pois ela dissipa as preocupações, revolve até o mais fundo da alma e a cura da tristeza assim como de certas enfermidades. (...) Sêneca

sábado, 25 de junho de 2011

ESCOLHA PROFISSIONAL


Uma das situações mais difíceis na vida de um jovem é o momento da escolha da profissão. A multiplicidade de alternativas que o mercado apresenta hoje em dia, em vez de tranqüilizá-lo, gera-lhe muito mais confusão.
A maioria das pessoas está interessada em prestígio, poder e estabilidade financeira. No entanto, quando a atenção está direcionada unicamente aos retornos do trabalho, haverá grandes chances de ocorrer frustração com o trabalho no futuro.
E isso acontece porque a sensação de bem estar do indivíduo não vem apenas do que ele recebe, outros critérios também devem ser considerados no momento da escolha profissional, tais como, o ambiente, os conteúdos, as atividades e a rotina de trabalho.
Ao escolher Medicina, o jovem precisa estar ciente de que poderá ganhar muito bem, mas trabalhará em hospitais, em clínicas, cuidando de pessoas, num ambiente estressante, com cheiro de medicamentos, usando jalecos e, geralmente, com uma equipe multidisciplinar.
Com relação ao conteúdo do trabalho, deve-se fazer a seguinte pergunta: “Com o que eu vou trabalhar?” Será com Instrumentos, máquinas, pessoas, animais, vegetais, processos, matemática, química, física, história...?
Ao se perguntar: “Fazendo o que e como?’ , identificam-se aí as atividades do trabalho a desenvolver, como por exemplo: escrever, criar, pesquisar, desenhar, dar aulas, liderar, ser liderado, correr riscos...
Entender como poderá ser a rotina de trabalho na profissão escolhida dentro dos próximos 30 anos, é também de grande ajuda, uma vez que é preciso saber o ritmo de trabalho que se vai ter. Será moderado ou intenso? E os horários? Existe preferência em se trabalhar em horário flexível, fixo, regular, irregular? Haverá deslocamentos, viagens?
Tudo isso é importante de se levar em consideração no momento em que se vai fazer a escolha da profissão, pois, de nada vai adiantar a pessoa estar ganhando rios de dinheiro se ela não se sente bem em seu ambiente de trabalho, fazendo o que faz e com pessoas, com as quais não tem afinidade nenhuma. Talvez isso explique por que é cada vez mais crescente o número de pessoas, que, em determinado momento da vida, procuram ajuda especializada por estarem deprimidas e extremamente infelizes, mesmo ganhando super bem em suas profissões.
Desse modo, é que no momento da escolha da profissão, o jovem deve pesquisar sobre a realidade profissional e ampliar o conhecimento sobre seus interesses e valores, identificando, assim, o que gosta de fazer e o que acha importante, afinal de contas, o sucesso é conseqüência de um trabalho feito com dedicação e prazer.