segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
CONSTELAÇÕES NA SAÚDE
Eu estava muito mais calmo e menos ansioso no segundo módulo do que no primeiro, talvez pela leitura dos livros sugeridos, pela participação no I Simpósio Brasileiro de Constelações Sistêmicas ou pela acomodação natural dos assuntos e experiências vivenciadas no encontro anterior.
Causou-me estranhamento a mundança de lugar e a inserção de novos componentes no grupo. Acredito que isso tenha gerado inicialmente um desconforto generalizado no grupo, precisando, inclusive da intervenção do Miguel Schiavo para integrar o grupo, foi quando ele decidiu pedir a todos que escolhessem um eletrodoméstico, com cada pessoa representando uma parte e depois fazendo-o funcionar. O grupo decidiu por ser um liquidificador e a partir daí cada um disse a parte que gostaria de ser e finalmente o aparelho entrou em funcionamento e assim, conseguiu com que as pessoas, dentro de uma atividade lúdica, se vissem e se sentissem num sistema.
Uma das dinâmicas mais marcantes desse módulo foi a do Paraíso, onde todos foram chamados a se juntar no centro da sala, imaginando estar num ambiente tranqüilo e acolhedor, em conexão plena com todos. Depois, o Miguel escolheu umas três pessoas para sair do Paraíso e por algum tempo ficassem fora, para em seguida, retornar. Achei uma vivência muito significativa, até porque eu fui um dos que saiu e depois retornou. Vivenciei o estar no Paraíso, sair para viver uma vida e o prazer de retornar ao Paraíso, após morrer.
Gostei muito também da vivência que o Miguel fez, utilizando representantes para cada colar da Emília. A significação de cada colar e os comportamentos das pessoas representadas atuando nos representantes foi realmente muito interessante.
Tenho observado que algumas pessoas repetem padrões de reação ao estarem numa constelação, pendulando para frente e para trás, mexendo com as mãos ou tremendo o corpo. Eu por exemplo, percebi em mim um movimento de pendular para frente e para trás que sempre aparece quando participo de uma constelação.
A partir de mensagens trocadas com a Frieda, com o intuito de ampliar a intuição, comecei a fazer meditações diárias, cujos benefícios são percebidos por mim ao me sentir mais centrado e consciente nas atividades que exerço.
Sinto que as Constelações, muito mais do que um método é atitude pessoal.
Finalizando, gostaria de registrar que a simpatia e tranqüilidade do Miguel marcaram o segundo módulo da formação em Constelações Sistêmicas. A condução foi bastante diferente da condução do Ramon Resino, no primeiro módulo, mas não menos interessante, apenas diferente.
FORMAÇÃO EM CONSTELAÇÕES FAMILIARES
Foi com uma grande expectativa que eu comecei o curso de formação em Constelações Sistêmicas, com o módulo conduzido pelo psicodramatista espanhol Ramón Resino. Por várias vezes declinei dos convites da Emília para participar dos workshops que estavam sendo ministrados pela psicóloga Frieda Sousa. Era inconcebível para mim, seguidor da abordagem Cognitivo Comportamental participar de um workshop, cujo nome era Constelação, o que tinha para mim uma conotação um tanto mística, esotérica. Era algo que parecia confrontar meus bem alicerçados paradigmas cartesianos. Por puro preconceito, confesso, não aceitei fazer parte daquilo. Um diagnóstico de diabetes e as constantes discussões com o meu filho adolescente, me tiraram do prumo e fiquei à deriva em busca de retornar ao meu porto seguro. Foi aí que eu vi na rede social Facebook que haveria uma turma de formação em Constelações Familiares em Teresina. Ao fazer os primeiros contatos com a Emília, a coordenadora local, comecei a vasculhar na internet sobre o tema. Comprei, inicialmente, o livro Costelações Familiares: O Reconhecimento das Ordens do Amor . Comecei a assistir aos vídeos postados pela Ciranda da Vida com as constelações da Del Mar Franco. Assisti a todos, assim como a alguns vídeos do próprio Bert Hellinger e do francês Idria Leroy. Dessa busca por informações acabei conhecendo Alejandro Jodorowiski, do qual comprei o livro Metagenealogia, em espanhol, ainda por ler.
A experiência de ter iniciado o primeiro módulo com o Ramón Resino foi bastante positiva, pois fiquei encantado com o seu jeito todo especial de conduzir um grupo , o cuidado que tinha com as pessoas e, sobretudo, sua inesgotável energia. A sensibilidade aguçada do Ramón permitia que numa mesma constelação várias questões fossem trabalhadas por diferentes pessoas. Gostei muito de ter podido participar desse módulo e me senti muito honrado por ter me integrado em um grupo tão eclético e tão respeitoso. Cada vivência trazia um misto de inquietude e aguçava ainda mais a minha curiosidade. Precisava saber o que estava acontecendo. A sincronicidade se fez valer no momento em que se sugeriu a uma pessoa do grupo a se desvencilhar dos seus sete cachorros. Nesse momento um latido de lamento se fez ouvir parecendo vir de vários cachorros da vizinhança.
Ao ser chamado para ser o representante de um filho abortado, assim que entrei no campo, senti as mãos gelarem e em seguida uma incontrolável vontade de sorrir. Fiquei sem entender direito aquele sentimento de felicidade em uma pessoa que havia sido abortada.
Fiquei muito tocado emocionalmente com todas as vivências e me senti presenteado com o canto de uma das integrantes ao fazer uma homenagem de despedida ao irmão morto. Foi realmente muito bonito.
Exaurido após a maratona de vivências do final de semana, surpreendi-me com a sucessão de insights que me ocorreram nos três dias subseqüentes ao encontro. Passei a ter uma melhor compreensão do meu lugar na minha família, entender mais o meu casamento, e a dinâmica das famílias, bem como no trabalho.
sexta-feira, 11 de maio de 2012
PALAVRÃO
O palavrão é uma palavra chula, de baixo calão, obscena, que não deve ser dita em qualquer lugar. Mas dificilmente você dará uma topada ou baterá o martelo no dedo sem que diga um belo e sonoro palavrão. O mais interessante é que tais palavras sempre estão associadas a excrementos, genitais e ao ato sexual. Se você fizer uma lista dos que você conhece, vai confirmar muito bem isso. A coprolalia é o temo que se dá para a tendência involuntária de proferir palavras obscenas, é bastante presente na Síndrome de Tourette, cujos tiques nervosos são sempre acompanhados de palavrões. Nesse caso a pessoa acometida por tal síndrome não tem nenhum controle nem dos tiques e nem das obscenidades que diz. Observe, que nós geralmente falamos um palavrão dentro de um contexto ou então ele vem como uma válvula de escape para amenizar a dor advinda de um evento inesperado, já que ao falá-lo, aceleramos os batimentos cardíacos para o estado de luta ou fuga. Portadores de um pobre vocabulário, também encontram no palavrão uma forma de expressão. Pessoas que não se deixam aprisionar pelas regras ditadas pela igreja, escola e demais instituições reguladoras da moral, têm no palavrão uma forma libertadora de transgredir às ditas regulações. Já as mais contidas, facilmente se moldam e se adequam, enquanto que as que primam pela liberdade arrumam um jeito de extravasar, chutando o pau da barraca e colocando a boca no trombone. É f***, meu!
quinta-feira, 10 de maio de 2012
EPIDEMIAS
Segundo Sue Carter, psiquiatra americana, a cada 20 anos surge nos EUA uma nova epidemia de transtornos. Houve a da bipolaridade, seguida por TDAH (transtorno de déficit de atenção com hiperatividade) e, a mais recente é a de Autismo. Coincidentemente os grandes laboratórios já têm disponíveis para a venda todos os medicamentos específicos para cada caso.
O mais curioso, é que dependendo da clínica onde você vá fazer a avaliação da inadaptabilidade social de seu filho, você terá um diagnóstico diferente, ou seja, se você for numa clínica de avaliação de TDAH, grandes chances de se sair de lá com um diagnóstico de TDAH, se for para uma clínica de autismo, é quase certeza de que a mesma criança sairá com um diagnóstico de autismo.
BOTOX
É muito comum às pessoas que aplicaram botox na parte superior da face, mas precisamente na região dos olhos e da testa, se ressentirem do distanciamento dos parentes e amigos. Na realidade o que ocorre é que há uma redução considerável da expressão das emoções na face, o que impede ao outro identificar a reciprocidade na interação social e acaba de uma certa forma se afastando. Esse mesmo fenômeno ocorre em relacão aos autistas e pacientes portadores de HIV, que no estado mais avançado da doença perdem a mobilidade facial superior.
terça-feira, 6 de março de 2012
INVEJA

Certamente a inveja é um dos mais conhecidos e inconfessáveis sentimentos humanos. Todos nós a conhecemos, mas dificilmente admitimos senti-la. Manifesta-se de forma indireta, independente da classe social, atacando igualmente homens e mulheres. Não raro a confundimos com ciúme e cobiça. Para esclarecer, basta fazermos a seguinte distinção: ciúme é querer manter o que se tem; cobiça é querer o que não se tem; inveja é não querer que o outro tenha. Sentimos ciúmes de objetos e de pessoas. Por temer perdê-los, sofremos com a simples possibilidade de compartilhar objetos pessoais e a atenção de pessoas queridas. Agora quando você vê a bolsa nova ou o carro recém-comprado de sua amiga e surge um grande desejo de possuí-los entra em ação a cobiça. Já a inveja ocorre quando a felicidade do outro nos provoca sentimentos de raiva e tristeza, presentes, por exemplo, quando você não quer que uma colega seja promovida no trabalho ou vista uma roupa que você tem certeza de que ela vai arrasar na balada. Quando a satisfação do outro nos causa desconforto, corrói nossa alma, somos acometidos pela inveja, que surge de forma espontânea e descontrolada. O que o invejoso mais deseja que aconteça com o invejado é o seu fracasso: “Que bom que o data-show queimou bem no meio da apresentação do projeto que fulano estava fazendo para os altos executivos da empresa”. Inveja branca e inveja boa não existem. O que existe é admiração, principalmente quando você chega a confessar publicamente. O mais interessante é que a inveja se manifesta mais intensamente com as pessoas próximas de nós: familiares, amigos, colegas de trabalho. A Gisele Bündchen dificilmente vai ser alvo de sua inveja, já que ela se encontra em um nível bem mais elevado de idealização. Geralmente nos protegemos da inveja alheia utilizando um arsenal de superstições, tais como figas, sal grosso, arruda, cristais e orações. Mas mesmo assim, tendemos a minimizar os efeitos maléficos do “olho gordo”, desqualificando o objeto elogiado: “Esta blusa? Não, não é nova, já usei várias vezes”... “Meu marido, gente boa? Ah, você precisa ver o tanto que ele ronca”. Fazemos isso frequentemente e nem nos damos conta de que o que realmente estamos querendo é nos defendermos do “mau olhado” da outra pessoa. Admitir que sentimos inveja é o primeiro passo para gerenciá-la. Procure elencar as situações em que ela esteve presente e avalie que inseguranças suas estão associadas a elas. Assim, fica bem mais fácil trabalhar suas deficiências e, consequentemente, diminuir a incidência desse sentimento ruim.
sábado, 25 de fevereiro de 2012
CONSUMO EMERGENTE

Que o Brasil é um país emergente, isto todo mundo sabe. O que alguns relutam em aceitar é que a classe C aumentou assustadoramente e com ela novas demandas de consumo. O mercado de luxo é uma realidade para a classe A não só aqui no Brasil como também no exterior. Um fenômeno interessante atualmente está acontecendo com a marca Tommy Hilfiger, cujas camisetas antes eram um artigo esportivo de luxo para um grupo seleto de pessoas. Mas com o aumento do poder aquisitivo dos brasileiros, que viajam cada vez mais para os Estados Unidos, os outlets da Florida se tornaram verdadeiras mecas de consumo. Hoje praticamente todo mundo tem um artigo da Tommy. Assim, ao mesmo tempo em que os executivos detentores da marca comemoram as vendas, deveriam também tomar cuidado, a fim de que não se repita o que aconteceu com a carioca Company ,na década de 80, quando houve uma verdadeira banalização da marca pelo uso excessivo de todos os segmentos da população. Artigos de luxo sobrevivem da exclusividade, quando se massificam perdem o encanto.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
EMDR
Quando li o livro O Demônio do Meio Dia, um verdadeiro tratado sobre Depressão, do jornalista Andrew Solomon, fiquei intrigado com um tratamento revolucionário chamado EMDR (Dessensibilização e Reprocessamento pelos Movimentos Oculares). Tratava-se de uma técnica americana realizada com estimulações bilaterais, criada no final da década de 80, altamente eficaz no tratamento de Transtorno do Estresse Pós-Traumático e também de outros transtornos da modernidade. Fiz uma busca na internet e o mais perto que encontrei foi o de workshops acontecendo na Argentina. Uns dois anos depois vi um anúncio de um workshop que iria ser realizado em São Paulo. Fiz minha inscrição e, por curiosidade, fui ver do que realmente se tratava. Para minha surpresa tivemos uma manhã de aporte teórico e à tarde já começamos logo a praticar a técnica. Fomos separados em trios: um seria o terapeuta, um o paciente e o outro observador, com papéis que se alternavam. Quando chegou minha vez de ser paciente fiquei na dúvida do que eu poderia tratar com EMDR, mas escolhi algo que há muito me atormentava: o medo de voar. Como sou instrutor da CAIXA, eventualmente aparecem cursos em outras capitais e cada vez, que eu recebia uma convocação para participar de um nivelamento ou ministrar um curso, logo começava a minha aflição, sempre acompanhada de dor de barriga. No dia da viagem, era sempre a mesma coisa, antes de sair de casa, banheiro, após fazer o check-in no aeroporto, banheiro, ao fazer uma conexão, banheiro, avião taxiando até atingir o nível de cruzeiro, muito sofrimento. Durante a utilização da técnica, ao escolher a cena alvo, dei-me conta de que havia tido uma experiência supertraumática originada em um voo com muita turbulência, feito de Fortaleza a Teresina, numa chuvosa véspera de Carnaval há anos atrás. A técnica foi aplicada por uma colega, mas eu não senti muita segurança nela. À noite, hospedado no mesmo hotel estava o outro colega que fazia parte do meu trio. Pedi a ele para refazer a técnica. Ele pegou o protocolo e o refez com maestria. Acabou o curso no domingo e no dia seguinte eu teria de retornar a Teresina. Achei estranho não sentir nada na véspera. No dia seguinte me dirigi ao aeroporto, fiz check-in e depois não precisei usar o banheiro, como de costume. Fiz o trecho de São Paulo a Brasília sem sentir nada. De Brasília a Teresina também não. Imaginei que tivesse sido um mecanismo de defesa para justificar o alto valor do curso, das passagens e hospedagem em São Paulo. Uns 15 dias depois, apareceu um curso para eu dar em Fortaleza. Fui e voltei sem sentir nada. Depois dei cursos em outros lugares e fiz voos para a Bariloche e Santiago. Absolutamente nada! Nenhum dos sintomas, que se manifestava em mim apareceu novamente, desde o EMDR feito em São Paulo. Depois disso fiz o Nível 2, uma pós em Neuropsicologia para melhor entender os mecanismos cerebrais, passei a aplicar em meus clientes, e a aprofundar os conhecimentos participando dos Congressos Brasileiros e Latino-americanos de EMDR.
sábado, 18 de fevereiro de 2012
VENCENDO O MEDO DE FALAR EM PÚBLICO

Falar em público é uma das habilidades mais requisitadas para quem quer ascender profissionalmente. Você precisa estar preparado para a qualquer momento apresentar um projeto, defender uma ideia, ou até mesmo para conduzir uma reunião. Mas, ainda é uma tarefa que inspira medo e pode ser decisiva para o sucesso de muitas pessoas.
O medo é um mecanismo natural de defesa que foi aperfeiçoado pelos seres humanos ao longo do tempo. Nos tempos primitivos, quando as pessoas viam um predador, fugiam com receio de serem devoradas. Com o passar do tempo e com as experiências vividas, o organismo foi aprendendo a se proteger para poder fugir com mais rapidez. Deparar-se com uma fera provocava medo, mas antes que começasse o movimento de fuga ocorria uma descarga de adrenalina, que aumentava a pressão sanguínea, fortalecendo os músculos para uma fuga mais rápida. Herdamos esse mecanismo de defesa, quando temos de falar em público, mas, infelizmente, não dá para fugir, mesmo aparecendo todos aqueles sintomas tão bem conhecidos por nós: pernas trêmulas, suor frio minando das mãos, o coração batendo aceleradamente, a voz enroscada na garganta e, para piorar, tudo o que havíamos nos programado para falar parece desaparecer de nossa mente quando estamos diante de uma plateia. Uma dica preciosa a toda pessoa que utiliza a oratória é não se assustar com o medo, porque ele só ajuda a alimentar mais nervosismo. O importante não é eliminá-lo, e sim transformá-lo numa energia positiva, tornando o discurso mais envolvente, pois há estudos que afirmam que as pessoas que nos assistem percebem apenas 30% da nossa aflição, ou seja, 70% de todo aquele turbilhão interno, que sentimos só é perceptível para nós mesmos. Identificar esse sentimento e controlá-lo é a melhor forma de impedir que ele atrapalhe o seu desenvolvimento profissional. Imagine como é que um projeto pode ser aprovado, se você estiver tremendo na hora de apresentá-lo? Será que algum cliente deixou de comprar porque você não estava confiante e seguro ao expor seu produto? Tenha certeza de que, cada vez que você evitar aparecer, alguém estará fazendo o contrário. As chances de seu concorrente conquistar mais espaço são inquestionáveis. Um dos fatores que contribuem para a insegurança e o decorrente medo ao falar é a falta de experiência. A melhor forma de superár a insegurança é enfrentar as situações da forma mais natural possível. Portanto pratique o máximo que você puder. Treine na frente do espelho, faça apresentações para os familiares, elabore perguntas na sala de aula, matricule-se num curso de oratória, procure um terapeuta. Uma outra dica é chegar com atencedência e andar pelo espaço onde você fará a apresentação para se familiarizar com o ambiente. Pessoas inexperientes costumam recusar convites, fugir de reuniões e adiar apresentações. Fogem de qualquer forma de exposição. Para mudar, encoraje-se, pois o seu sucesso dependerá somente de você. Lembrando, que, mesmo com muito treino, é bom ter em mente que mãos suadas e ansiedade são comuns - e inevitáveis - nos minutos que antecedem a uma apresentação. Esses sintomas acompanham os executivos mais experientes, os oradores mais hábeis e até artistas de muito sucesso. É preciso aprender a conviver com isso.
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