quinta-feira, 27 de outubro de 2011

VINHOS E AROMAS


Outro dia vi num programa da SKY uma alcoólatra cheirando vinho. Sem dúvida alguma confesso que aquilo me causou certa estranheza, pois como ela não podia mais beber, contentava-se apenas em curtir o perfume dos vinhos. Eu sempre achei que essa história de buquê de vinho fosse frescura, mas depois daquela reportagem, comecei a prestar mais atenção e me surpreendi com os diversos aromas emanados do vinho. Cheguei inclusive a comprar uma taça especial para tais experiências. Segundo, os experts, após colocar 1/3 de vinho na taça, colocamos o nariz próximo à borda e aspiramos suavemente. Em seguida, fazemos movimentos, possibilitando o vinho girar na taça e soltar seu aroma, que suavemente aspiramos novamente. Caso você aspire intensamente, sentirá apenas o cheiro de álcool, portanto, lembre-se das seguintes palavras: “aspirar suavemente”, eis o segredo! Deixe, então, sua memória olfativa lhe levar para os mais diversos aromas já sentidos. Trata-se de uma experiência muito gratificante. E o mais interessante é que você ainda nem colocou o vinho na boca. Então, na hora de beber, dê um grande gole e faça o vinho passar por todos os cantos da boca, se é que boca tem canto. Em seguida engula e observe onde mais sensibilizou: se for na ponta da língua, trata-se de um vinho doce, suave; nos lados, ácido; no fundo, amargo; e na parte interna das bochechas, grande quantidade de tanino.
Os aromas podem ser próprios da variedade de uva e estão concentrados, sobretudo, na pele e na polpa da fruta, sofrendo influências da composição de minérios do solo, das chuvas, dos ventos e das plantaçoes próximas, podendo ainda surgir durante o processo de fermentação, assim como da madeira dos barris no processo de envelhecimento do vinho. Uma coisa, no entanto, precisa ficar bem esclarecida: ninguém mistura ervas e nem frutas na composição dos vinhos. Os aromas simplesmente surgem, conforme podemos observar a seguir:
Cabernet Sauvignon = jabuticaba e pimenta negra
Malbec = ameixa preta;
Pinot Noir = cereja
Chardonnay = abacaxi
Merlot = ervas e framboesa
Sauvignon Blanc = maracujá
Mas se ao provar um vinho você não sentiu nenhum dos aromas acima, não se preocupe. Você poderá identificar uma infinidade de outros aromas, portanto descubra-os e curta a experiência!!!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

O PODER DO MARKETING NAS NOVELAS


Há muito tempo as novelas do horário nobre da Globo vêm ditando a moda e os costumes para os telespectadores de norte a sul do país. Pode ter certeza de que nos próximos seis meses o que você vir por aí de cortes de cabelo, cores de esmalte, maquiagem, móveis, carros, roupas e acessórios estarão de alguma forma relacionados àqueles vistos na novela Fina Estampa. Ao assistirmos a trama que cerca a vida dos personagens somos bombardeados por tantas ações de merchandising, que nem nos damos conta de que estamos sendo sutil ou escancaradamente manipulados por tamanha exposição de produtos. Nos últimos capítulos da novela Insensato Coração, raramente havia uma cena em que um dos atores não estivesse usando uma peça de roupa na cor violeta. Violeta e seus vários tons também estão presentes em quase todas as vitrines das lojas de confecções. Por isso, não é de estranhar que você já não tenha em seu armário uma peça de roupa ou um acessório nessa cor. Os atores das novelas passam a ser nossas referências, nossas fontes de desejo, e neles nos espelhamos. Lindos atores e atrizes bebendo vinho em quase todos os capítulos faz despertar em nós uma vontade de tomar essa bebida. Portanto, não estranhe, que em sua próxima ida ao supermercado você colocar uma garrafa de um bom chileno em seu carrinho de compras. Você pode até não ser um René Velmont e nem uma Tereza Cristina, mas se usar uma camisa igual à dele ou fizer um corte de cabelo como o dela, ficará com uma gostosa sensação de que de alguma forma incorporou um pouquinho da beleza deles. Um fato interessante é que há quatro anos atrás a indústria têxtil estabeleceu que os homens usariam calças e bermudas com padrões de xadrez. No Brasil, as bermudas venderam como água, mas as calças por algum motivo encalharam nas prateleiras. O motivo era que calça xadrez estava associada ao personagem Agostinho Carrara, pilantra declarado do seriado A Grande Família, um verdadeiro anti-modelo, a quem nenhum homem gostaria de ser comparado. Na realidade, o Marketing faz uso de suas ferramentas para provocar em nós um certo desconforto, muitas vezes, causado por um sentimento de incompletude, que só passa quando adquirimos um determinado produto anunciado ou exibido na tela de nossa TV. Comprar um produto que está na moda poderá nos dar uma falsa sensação de bem estar, que logo passará, visto que a moda é efêmera. Vivemos no império do efêmero, onde a cada momento novos produtos são lançados, retroalimentando assim continuamente o nosso desejo de compra.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

EQUILÍBRIO


Ser consciente do que se quer, do que se pensa e sente tem uma ação positiva sobre a ação cerebral. Dessa forma, o autoconhecimento pode ser considerado uma excelente ferramenta na formação de novos caminhos neuronais. O fato é que, à medida que compreendemos mais sobre nós mesmos, mais desequilíbrios físicos, mentais e emocionais poderemos evitar. Mas, na maioria das vezes, só buscamos saber a respeito de algo quando estamos sofrendo as conseqüências de nosso desconhecimento sobre aquilo.
Portanto, não é suficiente equilibrar apenas nossa química para cuidar da mente. É preciso também cuidar da mente para que a química do corpo encontre o seu equilíbrio.

sábado, 15 de outubro de 2011

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

SELEÇÃO


Ser avaliado, passar pelo crivo do outro, certamente não é uma tarefa das mais confortáveis. Nem todo mundo gosta de se expor. Principalmente, quando se trata de processos seletivos. Fica-se o tempo todo tentando saber o que deve ser dito e como. Na realidade, não tem muito mistério em participar de uma entrevista de seleção. Basta se preparar previamente. Procure saber as atribuições do cargo e se elas coincidem com as suas competências. Lembrando que competências são formadas pelo conjunto de conhecimentos, habilidades, atitudes e comportamentos de entrega. Pesquise na internet e entre em contato com pessoas que conhecem a empresa detentora do cargo pleiteado. Vá para a entrevista, conhecendo a missão, a cultura organizacional e, sobretudo, com um repertório de soluções para os gargalos pesquisados. Isso geralmente faz uma grande diferença, pois passa a idéia de você ser uma pessoa proativa e proatividade é a palavra da moda nas corporações. Não esqueça de dar um trato no visual, ou seja, sobriedade acima de tudo. Deixe aquela roupa super-transada para ir para a balada. O mundo empresarial exige discrição, discrição em tudo: na roupa, nos acessórios, no penteado e nos comportamentos. Nada de quebrar a mão do entrevistador ao cumprimentá-lo e muito menos fazer o cumprimento de “mão de alma”, que é aquele no qual mal se toca a mão do interlocutor. Não convém queimar o filme já no início e muito mesmo no decorrer do processo. Busque impressionar a banca entrevistadora a cada oportunidade que tiver, afinal de contas o momento de causar uma boa impressão é aquele. Olhe sempre nos olhos das pessoas ao responder às perguntas e não se sinta diminuído quando não souber de uma resposta. Apenas diga que não sabe e pronto. Caso haja dinâmicas de grupo, participe e seja você mesmo. Evite interpretar um personagem, pois as máscaras não se sustentam por muito tempo e quem está lhe avaliando observa isso claramente. É importante ter em mente, que o fato de você não ser selecionado não significa que você seja inferior aos demais, mas, que apenas não apresenta o perfil que a empresa deseja. Não desista. Continue participando e aprendendo com os acertos e, principalmente, com os erros. Boa sorte!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

À VENDA NO SUPERMERCADO


Ao se fazer uma analogia de você como sendo um produto e o mercado de trabalho um supermercado, onde você acha que estaria neste exato momento? Numa prateleira à altura dos olhos, ou num ponto abaixo ou bem acima do campo de visão do comprador? Estaria na seção de gêneros de primeira necessidade, cujos produtos são comprados com certa freqüência ou estaria na seção de produtos supérfluos, aqueles que apenas são comprados quando sobra um pouquinho de grana?
É sabido que no supermercado existem várias seções, onde estão expostos milhares de produtos. Alguns pontos são extremamente atraentes, como as pontas de gôndolas, que são bem iluminadas e com excelente visibilidade. Nesses pontos, qualquer produto é facilmente encontrado. Outros locais menos privilegiados são mais escondidos. Para alguém encontrar algum produto por lá vai gastar muito tempo e esforço.
E com relação ao prazo de validade? Será que ainda vai demorar muito para vencer, está vencendo ou já venceu?
Diariamente, compradores em potencial entram nesse supermercado e analisam o que deve ser comprado. As melhores marcas são facilmente conhecidas porque são repassadas no boca a boca dos próprios consumidores. Por outro lado, as marcas que não se ajustaram, que vieram com produtos defeituosos, estragados, vencidos, azedos, serão também amplamente divulgadas negativamente e estarão com a imagem e reputação arranhadas para sempre.
Você está sendo analisado constantemente pelo mercado potencial, que é formado pelos amigos, colegas, parentes, funcionários e chefes. Eles lhe observam o tempo inteiro e ficam só captando os sinais de sua marca. Se você estiver no lugar certo, com a embalagem correta e atraente, na seção certa, mais cedo ou mais tarde alguém lhe comprará.
No entanto, não basta apenas estar na seção certa, é preciso que você tenha visibilidade para a sua marca. É preciso ter destaque em sua prateleira. Existe alguém fazendo o seu merchadising? Lembra do boca a boca que foi falado anteriormente? Amigos e chefes desempenham essa função como ninguém. É como se eles trabalhassem a sua exposição , cuidando para que você ficasse mais atraente aos olhos do consumidor.
É bem verdade que existem excelentes produtos, mas em locais errados. Alguns serão encontrados ao acaso e podem até ser comprados, outros estão sendo recolhidos pois já estão vencidos e estão sendo substituídos por outros mais novos e, por fim, há aqueles que se encontram na seção de ofertas, na promoção do tipo: “leve 3 e pague 2”. Neste caso, o consumidor está muito mais interessado no preço do que na qualidade do produto. Assim não ligará muito se o produto não prestar, já que foi comprado num "queima".
A utilização desta analogia foi apenas para salientar que existem no mercado de trabalho milhares de administradores, médicos, advogados, engenheiros, disputando um lugar ao sol. As pessoas estão se qualificando e cuidando da imagem em busca de um espaço neste concorrido mercado de trabalho. E você? O que está esperando para começar a fazer o seu marketing pessoal?

domingo, 2 de outubro de 2011

A ARTE DE OUVIR


O ato de ouvir é um dos mais simples e curativos atos humanos. Quantas vezes já não saímos com um amigo que passou o tempo todo nos relatando um problema e, nós nem sequer chegamos a emitir uma opinião, mas mesmo assim ao final do encontro o amigo nos agradeceu pela conversa? Na maioria das vezes precisamos apenas de alguém que nos ouça. Simplesmente ouvir. Não aconselhar nem orientar, mas ouvir silenciosamente, totalmente.
Por que será que ser ouvido tem tanto poder de cura? Não sabemos qual é a resposta completa a essa pergunta, porém sabemos que tem algo a ver com o fato de que ouvir cria uma relação.
E a relação é a tendência natural da vida. Estamos nesse mundo interconectados com o Universo. Os vínculos se estabelecem a partir do processo de comunicação. Por esse motivo, todos nós temos histórias a contar, mas se ninguém nos ouve, contamos a nós mesmos, e então começamos a nos isolar e a solidão poderá até se transformar em loucura.
Baseado no livro O Segredo Judaico de Resolução de Problemas, é possível identificar três dimensões no processo da escuta ativa: o aparente do aparente, o oculto do aparente e o aparente do oculto.
O aparente do aparente diz respeito à dimensão do óbvio e do concreto. É o que é facilmente ouvido, percebido, entendido, mensurado e quantificado. No entanto, um perigo constante ronda a dimensão do óbvio e do concreto. Trata-se da possibilidade de se perder a compreensão de que o aparente do aparente seja sempre a representação de uma redução quando percebido através da perspectiva da existência. Reside aí o embrião da confusão e da expectativa de que tudo possa ser reduzido a esta estrutura tão confortavelmente perceptível pela mente humana. Fazendo uma associação com um iceberg, o aparente do aparente é a parte que está visível.
A dimensão oculto do aparente reflete o que está por trás do aparente e que pode ser percebido desde que seja buscado. Convém ressaltar que em momento algum esta dimensão propõe algo que não possa ser categorizado como óbvio, mas sim, que este óbvio encontra-se numa condição de oculto.
A terceira dimensão é conhecida como aparente do oculto e corresponde àquilo que é percebido, mas não se sabe como explicar. Estamos no campo da intuição e pode ser exemplificada quando, mesmo faltando dados concretos, desconfiamos que uma pessoa possa não estar falando a verdade. O aparente do oculto é um mergulho na subjetividade e pode se manifestar pelo olhar, pelo gesto, por uma expressão, entre outras formas. Retornando à metáfora do iceberg, pode ser feita uma analogia com a parte que está submersa; não está aparente e não percebemos a sua profundidade, mas sabemos que ela está lá.
A identificação e compreensão dessas dimensões ampliam a nossa capacidade de escuta ativa, porém, somente se efetiva com a existência do vínculo com o outro.
Ao praticar uma escuta ativa, portanto, aumentaremos as probabilidades de compreender o interlocutor e, a partir desse entendimento, poderemos atender às suas necessidades, estabelecendo com ele um vínculo sustentável para o fortalecimento da relação.


Baseado no texto: A Arte de Saber Ouvir - As Dimensões da Escuta Ativa, de Rossini de Azevedo Medeiros.

sábado, 1 de outubro de 2011

EM BUSCA DE SENTIDO


Querendo ou não, ainda vivemos sob a égide do paradigma cartesiano, no qual as relações de causa e efeito nos fornecem as explicações necessárias à compreensão da realidade. Quando os significados repassados socialmente passam a fazer sentido para nós, conseguimos internalizar melhor os fatos. Ao nos depararmos com situações inusitadas imediatamente o nosso cérebro é ativado, fazendo conexões à procura de preencher as lacunas deixadas pela falta de informações. Na qualidade de seres humanos, carecemos de uma certa logicidade para explicação dos acontecimentos. Por quê? Para quê? Como aconteceu? São perguntas que precisam ser respondidas. Não compreender os contextos nos provoca um grande desconforto. É por isso que sofremos tanto quando terminamos um relacionamento, perdemos alguém ou presenciamos uma tragédia. Buscamos entender o que causou tal fato. Enquanto a resposta não vem, continuamos sofrendo em busca de um entendimento sobre o que aconteceu.