segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
FORMAÇÃO EM CONSTELAÇÕES FAMILIARES
Foi com uma grande expectativa que eu comecei o curso de formação em Constelações Sistêmicas, com o módulo conduzido pelo psicodramatista espanhol Ramón Resino. Por várias vezes declinei dos convites da Emília para participar dos workshops que estavam sendo ministrados pela psicóloga Frieda Sousa. Era inconcebível para mim, seguidor da abordagem Cognitivo Comportamental participar de um workshop, cujo nome era Constelação, o que tinha para mim uma conotação um tanto mística, esotérica. Era algo que parecia confrontar meus bem alicerçados paradigmas cartesianos. Por puro preconceito, confesso, não aceitei fazer parte daquilo. Um diagnóstico de diabetes e as constantes discussões com o meu filho adolescente, me tiraram do prumo e fiquei à deriva em busca de retornar ao meu porto seguro. Foi aí que eu vi na rede social Facebook que haveria uma turma de formação em Constelações Familiares em Teresina. Ao fazer os primeiros contatos com a Emília, a coordenadora local, comecei a vasculhar na internet sobre o tema. Comprei, inicialmente, o livro Costelações Familiares: O Reconhecimento das Ordens do Amor . Comecei a assistir aos vídeos postados pela Ciranda da Vida com as constelações da Del Mar Franco. Assisti a todos, assim como a alguns vídeos do próprio Bert Hellinger e do francês Idria Leroy. Dessa busca por informações acabei conhecendo Alejandro Jodorowiski, do qual comprei o livro Metagenealogia, em espanhol, ainda por ler.
A experiência de ter iniciado o primeiro módulo com o Ramón Resino foi bastante positiva, pois fiquei encantado com o seu jeito todo especial de conduzir um grupo , o cuidado que tinha com as pessoas e, sobretudo, sua inesgotável energia. A sensibilidade aguçada do Ramón permitia que numa mesma constelação várias questões fossem trabalhadas por diferentes pessoas. Gostei muito de ter podido participar desse módulo e me senti muito honrado por ter me integrado em um grupo tão eclético e tão respeitoso. Cada vivência trazia um misto de inquietude e aguçava ainda mais a minha curiosidade. Precisava saber o que estava acontecendo. A sincronicidade se fez valer no momento em que se sugeriu a uma pessoa do grupo a se desvencilhar dos seus sete cachorros. Nesse momento um latido de lamento se fez ouvir parecendo vir de vários cachorros da vizinhança.
Ao ser chamado para ser o representante de um filho abortado, assim que entrei no campo, senti as mãos gelarem e em seguida uma incontrolável vontade de sorrir. Fiquei sem entender direito aquele sentimento de felicidade em uma pessoa que havia sido abortada.
Fiquei muito tocado emocionalmente com todas as vivências e me senti presenteado com o canto de uma das integrantes ao fazer uma homenagem de despedida ao irmão morto. Foi realmente muito bonito.
Exaurido após a maratona de vivências do final de semana, surpreendi-me com a sucessão de insights que me ocorreram nos três dias subseqüentes ao encontro. Passei a ter uma melhor compreensão do meu lugar na minha família, entender mais o meu casamento, e a dinâmica das famílias, bem como no trabalho.
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