sábado, 12 de janeiro de 2013
CONSULTORIA SISTÊMICA EM ORGANIZAÇÕES
Existem muitos tipos de consultores organizacionais. Alguns trabalham individualmente, apenas com o próprio cliente, outros trabalham como facilitadores, quase que exclusivamente com grupos de pessoas. Uns estabelecem objetivos; outros usam estruturas psicodinâmicas ou psicométricas em suas ações de consultoria. Existem também aqueles que se utilizam de modelos que dão suporte ao desenvolvimento da inteligência emocional, função de time e de liderança. Mas independente do tipo de consultor que você seja e da abordagem adotada, você quase sempre vai se deparar com questões sistêmicas.
Concordamos com a definição de que “sistema é um conjunto de elementos que estão interligados entre si numa contínua relação de mudança”. A partir desse entendimento do que seja um sistema, passamos a perceber que a dinâmica que reveste os sistemas disfuncionais se apresenta comumente em “comportamentos difíceis”, “equipes com baixo rendimento”, “bloqueios” e “padrões repetitivos”. Conflitos e dificuldades na ocupação dos papeis são também bastante comuns nas queixas ouvidas pelos consultores. Quando essas dinâmicas são uma expressão de que algo de errado está se manifestando no sistema, como geralmente acontece, então, a única abordagem que terá efeito duradouro será mesmo a abordagem sistêmica.
A Consultoria Sistêmica em Organizacões é baseada nas Constelações Sistêmicas de Bert Hellinger.
Empresas multinacionais como a Daimler-Chrysler, a IBM e a BMW estão na lista dos principais clientes desse tipo de consultoria. O Governo e o exército holandeses também recorrem a esta metodologia inovadora, que nos leva a olhar para o sistema como um todo e nos ensina a utilizar os sentidos e as emoções para conseguirmos chegar a soluções de uma forma rápida e eficaz.
Com esse método trabalha-se de uma forma extremamente simples e sintética, com poucos elementos, mas com toda a informação que o cliente possui, seja de uma forma racional, cognitiva, intuitiva ou emocional.
O trabalho individual é feito com a utilização de objetos e papéis. No trabalho em grupo, a técnica consiste em que o cliente escolha pessoas para representar os seus funcionários, os departamentos da empresa, os clientes, os fornecedores, os produtos e até a sua família. O cliente dispõe esses elementos num espaço que ele ache mais adequado. Depois, esses representantes dizem o que sentem, que movimentos gostariam de fazer e se sentem que alguém está faltando. Os representantes se movimentam até que sintam que estão no lugar certo e consigam trazer tranqüilidade e equilíbrio para todo o sistema.
O efeito prático desta metodologia é que o cliente fica com uma imagem da sua situação atual, da eventual solução e dos caminhos que tem de percorrer. Tudo é feito de uma maneira intuitiva e fluida, o que faz com que a solução seja totalmente integrada pelo cliente e de mais fácil aplicação.
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