quarta-feira, 26 de maio de 2010

VINCULAÇÃO


Ao contrário do que se imagina, nem sempre a vinculação afetiva entre a mãe e o bebê acontece.
Pergunta-se, então, o que leva uma mãe a ter dificuldade em criar laços afetivos com seu filho?
Na realidade, a falta de vinculação pode ter várias causas, a começar pela gestação, quando numa gravidez problemática e causadora de muito desconforto para a mãe, é comum aparecer um sentimento de rejeição do bebê. Da mesma forma, quando a gravidez não foi planejada ou o casamento está em crise, não raro é atribuído inconscientemente à criança o papel de culpada pela situação. Outro fato que também pode funcionar como um dificultador na vinculação mãe e filho é a separação no pós-parto por motivo de saúde da mãe ou da própria criança. Esse distanciamento, mesmo por um curto espaço de tempo poderá comprometer a criação e o desenvolvimento de laços afetivos entre eles.
Pesquisas têm mostrado que o momento da amamentação é quando mais se intensifica a vinculação entre mãe e filho. Mesmo usando a mamadeira, a troca de olhares é imprescindível para fortalecer esse vínculo.
Na ausência de cuidados e proteção, a criança tende a crescer insegura e com dificuldade para se relacionar com outras pessoas. Por não receber carinho e atenção suficientes, torna-se mais trabalhosa, chorona e irritada, o que faz com que haja maior distanciamento e desapego por parte da mãe.
Em caso de gêmeos, a vinculação acontece de uma forma mais forte com apenas um dos filhos. O mesmo se verifica no caso de trigêmeos. É como se por mais que a mãe se esforce para gostar dos filhos da mesma forma, o apego recai mais sobre um dos filhos, que, reciprocamente, é mais dependente, atencioso e afetuoso.

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